CULTNE DOC – Awurê – Valeria Monah

Cultne registrou com imagens, som e edição de Gabriel Torraca, Filó Filho e Pedro Oliveira a performance da professora e coreógrafa Valéria Monah no quintal de Madureira. O termo ÀWÚRÉ faz parte do grande acervo de palavras de Yorubá e tem sua formação um tanto complexa (* À * = nos ou nós, * WÚ * = desejar e * RÉ * ibukun = su as bênçãos); mas que atravessou o tempo e até hoje está falido, ao lado de outros idiomas, na parte oeste da África. Principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa. Em grande parte dos cânticos sagrados em reverência aos deuses africanos, o termo aparece fazendo menção e desejo de sorte, bênçãos, prosperidade, coisas boas de forma geral. E com o objetivo de levar essas coisas boas, tendo uma música como elemento de ligação e também como catalisador dessa energia ancestral, surto ou grupo ÀWÚRÉ. Formado a partir de encontros despretensiosos, por integradores de quiosques e vindos de diferentes escolas, o grupo tem como mola de impulso de trabalho, o samba tradicional. Além da diversidade de ritmos e filhos, é essa marca que deve ser adotada musicalmente. Um passeio pelas diversas formas de samba, pelo Jongo, ijexá, coco e alguns toques de candomblé; o grupo trabalha dentro de um respeito ao sagrado e como forma de preservação cultural.

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