Projeto a ‘Mão que Bate o Tambor é Feminina’ recebe Nega Duda com o grupo Samba Negras em Marcha

No próximo dia 23/03 (sábado) Nega Duda leva seu samba ao projeto “A Mão que Bate ao Tambor é Feminina” e se junta ao grupo Samba Negras em Marcha para mais uma edição do da série de encontros Prosa & Samba. No palco ela compartilha sua música e sua trajetória, em uma conversa ativa com o público. A apresentação com Nega Duda acontece na sede da Capulanas Cia de Arte Negra, que fica no Jardim São João, São Paulo (capital). 

Outros dois encontros estão marcados para ocorrer até o mês de abril, com artistas negras que levarão à plateia sua arte e os desafios e conquistas de suas respectivas carreiras enquanto cantoras, compositoras, percussionistas e arte educadoras. As edições da série de conversas vão ocorrer em três regiões da cidade: Zona Leste, Zona Sul e Zona Norte. Entre as artistas convidadas estão também a cantora do Samba de Dandara, Maíra da Rosa (06/04) e a percussionista, compositora e cantora popular, Girlei Luiza Miranda (27/04). 

PROJETO: PROSA & SAMBA é uma das atividades que integram o projeto “A mão que bate o tambor é feminina”, uma realização do Samba Negras em Marcha. Contemplado pelo Programa para Valorização das Iniciativas Culturais do Município de São Paulo e Prefeitura de São Paulo – VAI, o projeto foi iniciado em 2018 e contou com a estruturação do coletivo, e a realização do   a realização do Festival Nossa Voz. O festival, realizado no dia 1o de dezembro de 2018, contou com a presença de artistas que são referência na música e na militância, presentes na escolha de um repertório anti racista e que visibiliza a luta das mulheres, pela garantia de seus direitos. 

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NEGA DUDA: Baiana nascida em São Francisco do Conde, Recôncavo Baiano, cresceu e sambou nos terreiros de Candomblé. Com sua bagagem artística e musical, Nega Duda se estabelece em São Paulo com a intenção de divulgar o samba de roda do Recôncavo Baiano. Com forte expressividade musical e coreografia poética, esse samba de roda é uma das mais importantes manifestações da cultura brasileira. Presente em todo o estado da Bahia, ele é especialmente forte e mais difundido na região do Recôncavo, território que se estende por trás da Baía de Todos os Santos.

O SAMBA NEGRAS EM MARCHA

O Samba Negras em Marcha surgiu em 2015, a partir da reunião de mulheres negras artistas de diferentes idades que se mobilizavam para a Marcha das Mulheres Negras daquele ano. Utilizando suas habilidades nas artes como ferramenta de luta e afirmação, cantoras, dançarinas, atrizes, compositoras, percussionistas e artistas visuais decidiram unir forças para fazer do samba e de outros ritmos afro-brasileiros o pano de fundo das bandeiras de luta contra o racismo, o machismo e a LGBTfobia. Composto por mulheres que atuam em coletivos e frentes que pautam a questão de gênero, racial, e LGBT, tais como a Coletiva Luana Barbosa, Ilú Obá de Min, Bloco Siga Bem Caminhoneira, Levante Mulher, Sarrada no Brejo, Marcha das Mulheres Negras e Marcha Mundial de Mulheres, Sarau Manas e Monas e Ilê Axé Oju Oyá. Louvando as pombogiras, os encantados, as Yabás e a força feminina em diferentes formas, o Samba Negras em Marcha evoca a ancestralidade como pilar essencial do protagonismo. São mulheres que entoam canções próprias e de suas pares, num grito pela liberdade de serem o que quiserem ser. Que tocam tambores, agogôs, tamborins; instrumentos harmônicos e melódicos, na levada que faz do samba o ritmo que rege a luta. São mulheres negras que falam sobre as suas dores travestindo-as em poesia, ampliando a voz que foi negada a elas, mas que sempre esteve ativa e precisa, cada vez mais, aparecer com a altivez que merece. 

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MEDIAÇÃO: MICHA NUNES

Analista formada em Adm Recursos Humanos exerce a função atualmente na Ação Educativa 34 anos. Paulista. Nascida em SP. Capricorniana. Ativista. Lésbica. Negra.  Estudiosa de percussão afro brasileira. Há 34 anos contrariando as estatísticas, estudiosa de heranças ancestrais, a fim de retomar e reinterpretar e esmiuçar um pouco da sua história, fazendo estórias achou-se em meio às batuques e batucadas da cidade através de grupos de grande afirmação das mulheres negras. Integra o bloco afro Ilú Oba de Min onde busca inspiração entre as gingas dos djembes representa os orixás por mãos femininas e uma das fundadoras do Samba Negras em Marcha desde seu surgimento pelas mãos abençoadas da mobilização do Núcleo Impulsor da Marcha das Mulheres Negras. Tais experiências renderam a sorte da participação em projetos especiais tais como: espetáculos do Levante Mulher, Almirante Negro, tocar em festivais como “noite do tambores, circuito Sesc, FAN (festivais de arte negra – BH) dentre outros. 

LOCAL: SEDE DA CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA

Capulanas é composta por jovens negras (os) de movimentos artístico políticos de São Paulo. A cia nasce da vontade de dialogar com a sociedade sobre as descobertas, anseios e percepções da mulher negra.

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A proposta é de fortalecer a imagem da mulher negra, para isso nos apropriamos do pensamento da cultura popular, onde todas as artes se fundem: a música, a dança, poesia, artes plásticas, teatro e outros.

A herança da cultura da oralidade para a Diáspora africana, que no Brasil é presente na cultura popular, em evidência do norte e nordeste do país, é de grande importância na integração do mundo natural, a presença do sagrado e a valorização da memória. 

SERVIÇO:

Prosa & Samba – O protagonismo e resistência da mulher negra na música com Nega Duda e Samba Negras em Marcha

Data: 23 de março 16h / Gratuito Sede da Capulanas Cia de Arte Negra

Endereço: R. José Barros Magaldi, 1121 – Jardim São João, São Paulo

Como chegar: Estação mais próxima de trem: Santo Amaro

De ônibus, 677A-10 – Terminal Jardim Ângela da estação até o local são 10 min a 16 min.

De bike, da estação até o local são 13 min

De Femitaxi / LadyDrive / Uber ou Taxi da estação até o local são 15 min.

Prosa & Samba com Maíra da Rosa e Samba Negras em Marcha

Data: 6 de abril 16h / Gratuito Casarão Vila Guilherme

Endereço: Praça Oscar da Silva, 110

Como chegar: Estação mais próxima de metrô: Carandiru linha azul De ônibus, 1721-10 – Metrô Carandiru, da estação até o local são 17 min.

De Uber/Taxi/Femitaxi/LadyDrive, da estação Carandiru até o local são 12 min.

De bike, da estação Carandiru até o local são 13 min

Prosa & Samba com Girlei Luiza Miranda e Samba Negras em Marcha

Data: 27 de abril 16h / Gratuito Local: Ilê Asé Ojú Oyá

Endereço: Rua Bom Jesus da Penha, 346, Guaianazes

Como chegar: Estação mais próxima de trem: Guaianazes Da estação de trem até o local 7 minutos de caminhada a pé 3 minutos de bike 3 minutos de carro 

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