Retrospectiva 2019. Mulher Negra

Por Mônica Aguiar

São vários fatores que me impulsiona a escrever uma retrospectiva no final de um ano. 
  •     Um belo conto.

  •     Conquistas alcançadas.

  •     Protagonismo.

  •     Marco histórico.

  •     Análises de conjuntura política e social.
Em especial darei atenção nas divulgações das matérias mais acessadas e comentadas , aqui no meu Blog Mulher Negra.  Este ano  ficou bem difícil acompanhar  todas as informações, diante a velocidade dos acontecimentos.

No sentido amplo da divulgação, acessibilidade e visibilidade, em 2019, cresceram muito as divulgações sobre o racismo, práticas racistas, injustiças sociais e violações dos diretos humanos pela imprensa escrita e televisiva de grande poder e circulação no Brasil, expondo dados, provocando debates e reflexões na sociedade com grande relevância.

Observo que foram crescentes os acessos nos sites e páginas que tratam e retratam a realidade da mulher negra no mundo e no Brasil.  Aumento no interesse da população para assuntos específicos antes invisibilizados.

A atual posição de setores da comunicação permitiram desmascarar parcela da sociedade apoiadora deste Governo que sempre praticaram racismo, a discriminações e preconceitos, sem o menor medo da exposições de imagem.

Nunca eram denunciados.

Considerando este novo “sentido político e social” farei minha retrospectiva olhando diretamente para sociedade e pessoas :
  •       Comportamento e posições humana.
  •       Economia.
  •       Relações institucionais.
  •       Conjuntura sócio-racial.
  •       Interesses da sociedade e conquistas.

Sem cometer excessos , não vou apontar todos os acontecimentos publicado aqui no Blog ou na imprensa. Estou tratando de uma retrospectiva com narrativa de fatos ocorridos que retratem minimamente as lutas e conquistas das mulheres e principalmente das mulheres negras.

Observo que em 2019 milhares de pessoas tem demostrado com naturalidade a falta de  ética e respeito humano existente. Os pensamentos individuais, políticos, religiosos são fomentados nas redes sociais de forma agressiva, em nome de uma moral e costumes inexistentes nas próprias famílias.

Para cada likes em publicações  racistas, machistas e homofóbicos que ferem diretamente os direitos individuais, expõem os números de pessoas existentes da autointitulada casta da direita racista no Brasil, bem como, o nível de entendimento deste setor sobre o significado de tolerância, alteridade política e pluralismo social. 

Estas likes vem mensurando os assumidamente racistas do Brasil.

2019 é um ano que marca fatos relevantes neste “rearranjo social” de criminalização e descumprimento com a declaração universal dos diretos humanos:

Diante de tais fatos que vem ocorrendo no Brasil e no mundo, resistências em setores que nunca se manifestaram, surgem reforçando os esforços das mulheres ativistas e feministas  que sonham por um mundo onde todas sejam dotados de direitos e não apenas deveres.

No Brasil 2019, iniciou o ciclo de um governo que já se colocava em campanha contra defesa dos direitos humanos, reafirmando o racismo, discriminações e violências em posts nas redes sociais. 
Declarações, incitando o ódio e agressões para com pessoas contrárias a sua posição política, valores morais e convecções religiosas foram amplamente divulgadas.

O desrespeito aos preceitos do estado laico e da tolerância foram expostos :

No mesmo instante, a economia desaba, a falta de propostas do setor econômico, os atropelos ministeriais, a reforma da previdência e administrativa proposta, as crises estruturais e de poderes, recolocam milhares de pessoas na miséria, desempregados e no subemprego, a maioria são mulheres negras e novos dados do arranjo familiar surgem.

As ações do Governo Bolsonaro colocam diversos setores em protesto na rua.
Não para reivindicar novas propostas, mas para manutenção do que foi conquistado:

Surge várias ações institucionais que apontam para perda de direitos e mudanças das leis de defesa das mulheres. Acontece o desmantelamento dos ministérios das Mulheres e da Promoção da Igualdade racial além dos  ataques as politicas historicamente desenvolvidas :

Ressurge matérias com chamadas que reforçam estereótipos sofridos por mulheres negras.
Várias ativistas de defesa dos direitos das mulheres negras cobram nas redes sociais atenção aos excessos cometidos quando o assunto são as mulheres negras, pautas e agendas do movimento negro.

por Mônica Aguiar

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