Tributo a Jorge Freitas by Januário Garcia

Que pena, morreu o meu amigo Jorge Roberto de Freitas.
Para quem não o conheceu, eu o apresento como um dos mais importantes profissionais da imprensa brasileira.
Da redação de veículos como Gazeta Mercantil e DCI, ele fez parte do processo de transformação da Editoria de Economia em uma das mais importantes da prática jornalística, a partir dos anos 80, quando o Brasil iniciou o seu processo de abertura política pós-ditadura militar (1964-1985). Jorge Roberto de Freitas é um dos personagens que contribuiu para o nível de importância que as notícias sobre economia alcançaram, em meio à diversificação do noticiário na imprensa nacional. Para se ter uma ideia de quem era esse repórter gaúcho, vejam o que ele disse a jornalista Isabel Claveli, em 2016: — Eu decidi ser jornalista porque tive informação de que por meio do jornalismo eu poderia transformar o mundo. E a minha preocupação à época, embora já sentisse reflexo do racismo, a minha preocupação era em relação à pobreza, né? À desigualdade racial. Havia uma música até que falava: “esse jornal é o meu revólver”. Uma música cantada, acho até, que pelo Milton Nascimento ou pelo Zé Rodrigues. Eu gostava muito dessa música e muita dessa frase, desse verso: ‘esse jornal é o meu’. Abraço, amigo, você agora faz parte de uma redação muito mais qualificada. Vai cobrir outro plano, que não é econômico, pois a tua pauta é o Plano Astral Superior. Texto: José Reinaldo Marques
Video: Januário Garcia
Montagem: Filó Filho by Cultne O jornalista, escritor e pesquisador gaúcho Jorge Roberto Freitas, morreu na madrugada do dia 13.04.2019, , aos 67 anos, vítima de complicações respiratórias decorrentes de enfisema pulmonar. Jorge completaria 68 anos em 2 de novembro, era casado com a professora Maria da Conceição Silva Freitas, da Universidade de Brasília (da UnB), e deixa um filho.

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