Vacinação contra febre amarela em quilombolas é intensificada em SP

Por G1 Santos


Vacinação contra febre amarela em quilombolas e assentamentos é intensificada em SP — Foto: Divulgação / Ascom PMP Petrópolis

Vacinação contra febre amarela em quilombolas e assentamentos é intensificada em SP — Foto: Divulgação / Ascom PMP Petrópolis

Comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, receberão acompanhamento especial do Centro de Vigilância Epidemilógica (CVE) estadual com o objetivo de imunizar e conscientizar os moradores sobre a febre amarela. Segundo a Secretaria de Saúde, parte parte da população exposta ao risco ainda não foi imunizada.

A intensificação das ações nessas regiões foi definida nesta terça-feira (29) durante uma reunião entre representantes da Secretaria de Estado da Saúde e Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP).

Em todo Estado, a cobertura vacinal contra febre amarela é de 65%, em média, com variação entre as regiões. Na Baixada Santista, o percentual é similar. No Vale do Ribeira, a cobertura é de 66%. Todas essas regiões têm ações de imunização desde o início de 2018.

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Segundo o acordo, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual fará uma avaliação do cenário próximo a esses locais, desenvolverá materiais didáticos sobre a doença e formas de prevenção. Além disso, é responsável por manter o diálogo com as lideranças para explicar as medidas a serem realizadas.

Por sua vez, o ITESP contribuirá na criação de uma interface entre as comunidades e a Secretaria da Saúde, na organização dos encontros de planejamento, acompanhamento das atividades e resultados.

Casos confirmados

Os órgãos estaduais farão o planejamento com os municípios do Vale do Ribeira para definir as primeiras ações, que devem se concentrar nas comunidades quilombolas da região, que registram 19 casos de febre amarela confirmados neste ano, dos quais seis evoluíram para óbitos.

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Em Iporanga, são três casos confirmados e uma morte. Em Cananéia duas pessoas tiveram febre amarela e, em Cajati, uma pessoa foi infectada com a doença. Jacupiranga tem uma morte confirmada pela doença e uma moradora da zona rural da cidade, de 32 anos, que foi diagnosticada com febre amarela e encaminhada para o Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Vacinação

Todos os paulistas devem se vacinar contra a febre amarela caso ainda não estejam imunizados. Moradores de qualquer região de São Paulo precisam se prevenir contra a doença, sobretudo aqueles que residem ou visitam áreas rurais, de mata e ribeirinhas, onde há vegetação densa.

A vacina está disponível na rotina dos postos da rede pública de saúde e leva dez dias para garantir proteção efetiva. A dose é indicada para pessoas a partir dos nove meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados.

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Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide).

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